quinta-feira, 1 de maio de 2014

Senna...

"Eu não tenho ídolos. Tenho admiração por trabalho, dedicação e competência."

Há vinte anos de saudades por um homem que foi muito mais que um imenso piloto de Fórmula um, foi um grande ser humano pelas ideias de aperfeiçoamneto que nos transmitiu, pela fé que depositou em cada gesto que precisamos de acarinhar. Foi um outsider que se impôs contra uma estrutura de elite no desporto em que participou e deu um exemplo no anonimato como se preocupava com os que respirando o mesmo ar não tinha possibilidades de se afirmar na sociedade humana.

Rasgou todos os limites conhecidos da velocidade como um sonho de superação, aperfeiçoando técnicas e tentando o limite do possível em tanta curva o impossível acima da própria consciência em experiências acima dos dias mas comuns. Deu-nos em tantos domingos a vitória de pertencer a um conjunto de excluídos fazendo gritar e sonhar um país de multidões de pobres que no vento sonharam as suas vitórias.

Deu ao seu país um projecto imenso, enorme de dedicação a crianças excluídas pela educação, pela transformação em jovens com possibilidades de cidadania. Chama-se Ayrton Senna, com ele vencemos em tantas esperanças a possibilidade de ultrapassar o imutável e ficará sempre na memória por essa consciência de gratidão que os milionários do capitalismo bafiento nunca compreenderão. Na timidez de um sorriso todo o mundo, toda a tenacidade para nos superarmos, pelos sonhos, pelo amor de fazer. Obrigado Senna! 

 (Um dos sonhos de Ayrton e que revela muito dele como ser humano) 

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