quarta-feira, 16 de abril de 2014

Chaplin

A dezasseis de Abril de 1889, nascia em Londres um homem que foi uma das maiores figuras do século XX e da própria sociedade contemporânea. Seria uma actor, um argumentista, um humorista, um escritor, um comediante, um realizador. Foi como actor e realizador de cinema que se afirmou como um génio de pura humanidade, que envolveria os dias de uma magia única, entre o desamparo dos gestos, a solidão, mas também a  ternura, a esperança em encontros feitos de cumplicidade. 

Atravessou mais de meia década do século XX e poucos como ele soube dar entretenimento inteligente e alívio a décadas de destruição humana, entre o 1º grande conflito do século, a grande depressão e o McCarthismo. Revelou-nos a essência mais humana e simples do homem e como as nossas características pré-históricas parecem ser maiores que o valor das ideias que soubemos edificar em palcos vazios de dignidade. 

Nascendo como actor em 1914 com Making a Living, já nos Estados Unidos, seria em Mabel's Strange Predicament que daria a conhecer a sua figura universal de perda e sentimento generoso, justamente Charlot. Modern Times de 1936,o seu último filme mudo deu-nos a caricatura de um sistema industrial moderno opressor das pessoas. 

 Em The Great Dictator, de 1940 dar-nos-ia uma sátira ao nazismo, mas tamém aos muitos ditadores que vagueiam pelo mundo. O modo como foi recebido nos Estados Unidos em pleno McCarthismo, revela-nos a importância da sua mensagem. Vale apena recordar o essencial desse fime que ainda hoje aspirantes bem falantes de uma tecnocracia de gabinete continua a edificar esse sonho de destruir o valor da dignidade humana. 

O facto de apenas aos oitenta e três anos qunado pode regressar aos Estados Unidos ter recebido um Óscar honorário revela muito de como esse prémio destaca tantas vezes vaidades de uma indústria e de uma academia. Chaplin tê-lo-ia mercido durante a sua vida em diversos dos seus filmes. Fica-nos o seu grande valor humano. Elas são mais que actuais, estão na essência da decência de qua tantas vezes fugimos.

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  "Pensamos em demasia e sentimos pouco. Mais do que máquinas preciamos de humanidade. Mais do que inteligência, precisamos de doçura".

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