sábado, 19 de julho de 2014

Banca, política e media - a fraternidade das sociedades

"Olá, o meu nome é Montague, William 3º. E o que vos vou contar pode parecer absurdo. Mas quantos menos acreditarem melhor para mim.É que sabem eu estou na finança e na grande indústria. Por muitos anos controlámos as vossas vidas enquanto todos vós apenas lutam e sofrem e lutam.Nós criamos as coisas que vocês de facto não necessitam. Os vossos carros desportivos, as modas e os plasmas.Lembro-me com clareza como tudo começou.

Segredos de Família de Pai para Filho. Conhecimento herdado que me dá a vantagem. Enquanto vocês camponeses, digo pessoas jazem a dormir à noite nas vossas camas. Nós controlamos o dinheiro que controla as vossas vidas. Enquanto vocês adoram falsos ídolos  e não pensam duas vezes em vender as vossas almas por um lugar ao sol. Estas coisas que não interessarão quando a vossa hora chegar. Mas enquanto elas lá estiverem para controlar as massas, eu apenos me reclino e pondero os meus activos. Seguro na certeza que tudo possuo, enquanto vocês pessoas comuns perdem os vossos empregos.

Estão a ver, por vós apenas tenho o máximo desprezo. Mas o sorriso na minha face torna-me isento. Porque eu tenho a arma da televisão global que nos une e nos convida à empatia. Acreditaraão genuinamente que nós temos os vossos interesses em mente, enquanto nós banqueiros e correctores somos apenas alguns. Mas se vocês vissem issso então tomaraiam de volta o poder. Daí os terrores diários que vos amedrontam , os pânicos e colapsos bolsistas, as guerras e as doenças que impedem que encontrem a vossa integridade espiritual. Nós deturpamos o jogo, nós compramos ambos os lados para vos manter escravos nas vossas tristes vidas.

Por isso trabalham à medida que o vosso relógio perde corda e quando tudo estiver acabado a uns anos da cova, olharão pra tudo isto e apenas nessa altura verão que a vossa vida foi nada, uma mera fantasia. Há muito poucas coisas que nós não controlamos. Possuir advogados e a polícia sempre foi um objectivo. Cumprindo os nossos propósitos à medida que marcham na rua. Mas eles nunca se aperceberão que são apenas gado, pois o poder real permanece nas mãos de uns poucos.

Vocês votaram em partidos e o que poderiam fazer? Mas o que vocês não sabem é que eles são um e o mesmo. O velho Gordon passou as rédeas ao velho David e vocês seguirão o líder que foi lá posto por vocês, mas o vosso sangue corre vermelho enquanto que o nosso corre azul. Vocês não vêem que faz tudo parte do jogo, outra distracção como o dinheiro e a fama. Preparem-se para as guerras em nome dos livres, vacinas para as doenças que nunca o serão. O assalto às impressionáveis mentes das vossas crianças e um mundo microshipado em que vocês nem darão luta.

A supressão da informação manter-vos-á em sentido. Despovoamento dos camponeses sempre foi o nosso objectivo, mas a eugenia não foi o que nós esperávamos que fosse! Oh sim, fomos quem financiou os Nazis! Desde que sejamos donos de todos os media, o que realmente está a acontecer não vos diz respeito. Por isso continuem apenas a ver a vossa televisão de plasma. E o mundo será governado por aqueles que vocês não podem ver".

"O Banqueiro" de Craig-James Moncur (texto adaptado na forma)
Imagem: "Game over"© Victoria Ivanova

 (Um poema que retrata a bondade dos que no mundo financeiro albergam as suas ambições de destruição da decência humana, alimentada nos gabinetes ministeriais e nos media. Um poema de denúncia dos mecanismos para os que ainda acreditam que vivemos numa democracia de responsabilidades partilhadas, em formas novas de totalitarismo).

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