Akira Kurosawa definiu num filme dos anos oitenta, os seus sonhos, ou a sua visão de uma forma de ser humanidade, as esperanças possíveis num mundo de sombras. Num deles retratou os sonhos de Vincent, a partir do quadro Corvos. A junção de um pintor que inventou a ar contemporânea com um dos cineastas de maior relevo no Japão do século XX.
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quarta-feira, 29 de julho de 2015
terça-feira, 29 de julho de 2014
quinta-feira, 24 de julho de 2014
domingo, 30 de março de 2014
Vincent
«Os
ciprestes ocupam-me constantemente, gostaria de fazer deles alguma
coisa semelhante às minhas pinturas de girassóis, pois admira-me que
ainda não tenham sido pintados como eu vos vejo. Nas linhas e nas
proporções são tão bonitos como um obelisco egípcio. E o verde é um tom
fino muito especial. É a mancha negra numa paisagem batida pelo sol, mas
é um dos mais interessantes tons negros; todavia, não, posso pensar em
nenhum outro que seja mais difícil de obter. Tem de se ver os ciprestes
aqui contra o azul, para dizer melhor, dentro do azul» (- Carta ao Irmão Téo - 1891)
(A Noite Estrelada), 1889, Saint-Rémy - (Metropolitan Museum of Art)
Barcos de Pesca, 1888 -(Van Gogh Museum, Amesterdão)
Campo de Trigo com Corvos, Auvers, 1890 -(Amsterdão Rijksmuseu Vincente Van Gogh)
No nascimento de Van Gogh
“Quando
vim para cá esperava que fosse possível criar amantes da arte – até
agora não fiz nem um centímetro de progresso no coração das pessoas. (…)
Mas até agora a solidão não me incomodou muito; encontrei um pôr do sol
mais forte e seu efeito na natureza mais interessante.” (1)
A
Royal Academy of Arts de Londres tem patente uma exposição que junta
alguns dos quadros do mestre holandês com as cartas que ele deixou ao
seu irmão Téo e onde compreendemos a dimensão imensa de um homem e de um
criador de arte.
Na
biografia de Vincent o mais importante são as suas telas, a sua atitude
para afirmar a sua consciência no quotidiano de dificuldades, a sua luta
por uma sanidade mental que tantas vezes lhe escapou da mão. A sua vida
de apenas dez anos de pintura deixou-nos uma obra vasta e rica na
emoção e nos sentimentos que quis exprimir.
Na
verdade, a arte para Van Gogh era a expressão de uma emoção, a
transmissão de uma ideia de beleza. Sendo a realidade de uma evidência
que se revela por si mesma em grande imponência, a arte deveria saber
representá-la como uma ideia, uma palavra bela e significativa. A Luz,
como um imenso sol de cor dourada, impregnando o real de emoção.
As
cartas desvendadas num trabalho de investigação de quinze anos
realizado pelo Museu de Amsterdão que dará lugar à publicação em livro,
reflectem um homem diverso, muito distante da imagem que alguns lhe
deram, de dominado pela loucura.
Ao contário, elas revelam, que apesar de envolto pela paixão de conter a cor dentro de si e a exprimir também lutava por afirmar racionalmente as etapas de uma vida feita de arte e de ser humano. Para os interessados nas criações de Vincent, fica aqui um recurso disponibilizado pelo Museu de Amesterdão.
Ao contário, elas revelam, que apesar de envolto pela paixão de conter a cor dentro de si e a exprimir também lutava por afirmar racionalmente as etapas de uma vida feita de arte e de ser humano. Para os interessados nas criações de Vincent, fica aqui um recurso disponibilizado pelo Museu de Amesterdão.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Vincent
"Mais uma vez me deixei arrastar por uma busca das estrelas.." (Vincent)
Martin Gayford deu-nos um livro fascinante sobre o convívio de duas almas imensas que reformularam em caminhos novos a Arte Contemporânea. Em Arles, Gauguin e Van Gogh reconstruiram um sentido novo para o que os impressionistas vinham desenhando sobre o papel das novas vanguardas no último quartel do século XIX. O livro é também e muito isso, o desenho de uma figura muito especial Van Gogh.
O espelho nas formas e nos sonhos dessa procura pelo belo, pela cor redentora, capaz de exprimir a salvação do Homem. Todos nós, que o amamos vemos nos seus quadros, na sua vida, no seu sofrimento, as cores do que procuramos ser num mundo de sombras.
Poucos artistas, poucos homens tiveram o talento e a generosidade de tocar pela arte, pela ideia de um bem partilhado, os ideais eternos da Humanidade. Mais que o criador da Arte Contemporânea, Van Gogh, é um dos marcos da História, como processo de memória, na criação de ideias. As mais generosas. No declínio dos dogmas universais Van Gogh deu-nos com a sua cor explosiva a beleza de uma consciência moral pela arte.
sábado, 30 de março de 2013
Na memória da beleza...
“Quando
vim para cá esperava que fosse possível criar amantes da arte – até
agora não fiz nem um centímetro de progresso no coração das pessoas. (…)
Mas até agora a solidão não me incomodou muito; encontrei um pôr do sol
mais forte e seu efeito na natureza mais interessante.” (1)
Seria
necessário algum espaço e muito talento para exprimir com profundidade a
vida, o sonho, a consciência, as dificuldades, as ingratas opressões do
quotidiano e a arte genial de um dos mais importantes artistas da arte contemporânea. Justamente, Vincent Van Gogh.
A
Royal Academy of Arts de Londres tem patente uma exposição que junta
alguns dos quadros do mestre holandês com as cartas que ele deixou ao
seu irmão Téo e onde compreendemos a dimensão imensa de um homem e de um
criador de arte.
Na
biografia de Vicent o mais importante são as suas telas, a sua atitude
para afirmar a sua consciência no quotidiano de dificuldades, a sua luta
por uma sanidade mental que tantas vezes lhe escapou da mão. A sua vida
de apenas dez anos de pintura deixou-nos uma obra vasta e rica na
emoção e nos sentimentos que quis exprimir.
Na
verdade, a arte para Van Gogh era a expressão de uma emoção, a
transmissão de uma ideia de beleza. Sendo a realidade de uma evidência
que se revela por si mesma em grande imponência, a arte deveria saber
representá-la como uma ideia, uma palavra bela e significativa. A Luz,
como um imenso sol de cor dourada, impregnando o real de emoção.
As
cartas agora desvendadas num trabalho de investigação de quinze anos
realizado pelo Museu de Amsterdão que dará lugar à publicação em livro,
reflectem um homem diverso, muito distante da imagem que alguns lhe
deram, de dominado pela loucura.
Ao contário, elas revelam, que apesar de envolto pela paixão de conter a cor dentro de si e a exprimir também lutava por afirmar racionalmente as etapas de uma vida feita de arte e de ser humano. Para os interessados nas criações de Vincent, fica aqui um recurso disponibilizado pelo Museu de Amesterdão.
Ao contário, elas revelam, que apesar de envolto pela paixão de conter a cor dentro de si e a exprimir também lutava por afirmar racionalmente as etapas de uma vida feita de arte e de ser humano. Para os interessados nas criações de Vincent, fica aqui um recurso disponibilizado pelo Museu de Amesterdão.
(1) Carta ao irmão Téo
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