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terça-feira, 27 de maio de 2014

Biodiversidade - Serralves

Na cidade do Porto existe no seu centro, nas imediações da Boavista um Parque onde em diferentes espaços podemos conviver directamente com a Natureza. Criado a partir de um espaço que existia desde 1923, como património de uma família portuense, este parque foi evoluindo em diferentes secções que integraram a quinta do Lordelo, o jardim Mata-sete e o Jardim Jacques Gréber. Abriu ao público em 1987, após uma cuidada recuperação, sendo ainda objecto de uma profunda valorização que seria concluída em 2006. Como elementos integrantes do Parque temos a casa da Fundação desenhada por Marques da Silva, arquitectura desenhada no espírito da Art Déco e o Museu de Arte Contemporânea desenhada pelo arquitecto Siza Vieira.

Um dos locais mais fascinantes no País para desfrutarmos a biodiversidade é sem dúvida Serralves. Fascinante e impressionante pelo modo como ali podemos apreciar e desfrutar as tonalidades dos diferentes dias em diversas estações do ano. Serralves é um excelente exemplo de integração das transformações de um determinado tempo, séculos XIX e XX, assumindo a vertente cultural e natural de um parque rico do ponto de vista da biodiversidade.

Em Serralves podemos observar ao lado de campos agrícolas, o celeiro e o lagar, assim como uma diversidade de plantas. Dos roseirais às aromáticas, das grandes sequóias a espécies como os cedros-do-Atlas, dos carvalhos e castanheiros ás plantas rasteiras, das bétulas aos ulmeiros, das camélias à urze. Observamos assim um rico património autóctone ao lado de uma vegetação exótica de grande beleza.

Para lá desta beleza, Serralves é um espaço de fruição de espaços de arte, de observação e contemplação de inúmeras espécies vegetais, de recriação de um lago romântico, ou de visita a uma casa de chá, entre heras e sons de natureza. Desde o Praterre Central à Álea de Liquidambares, o deslumbramento é permanente. Como projecto de biodiversidade e de cultura, no centro de uma cidade, afastada da capital, é um recurso pedagógico e de felicidade que vale a pena conhecer, em pormenor, e com paixão.
(Imagem, in jardineiro-amador.blogspot.com)
 

Serralves - quinze anos de arte contemporânea

Aqui fica o link para o programa das actividades de uma das maiores formas de ilustrar a expressão que a arte e a cultura contemporâneas podem revelar, por estes dias. Com actividades gratuitas para toda a família, pela nobre e leal invicta, já no próximo fim-de-semana, com mostra de arte, expressão circense e música. Programa completo - aqui.
Para os que ainda não conhecem este espaço de grande valor arquitetónico, paisagístisco e cultural, aqui fica uma ligação rápida a Serralves.

Celebrar a Natureza - Rachel Carson

Rachel Carson é uma das grandes figuras do século XX pela importância que concedeu ao natural, mas sobretudo porque estabeleceu a ideia essencial que vivemos num mundo de infinitos particulares que se correspondem entre eles, que se relacionam e que influenciam a globalidade da sociedade, mesmo em termos de habitats naturais. 

Ken Robinson fala muitas vezes da importância de Rachel Carson para a compreensão das  limitações que a utilização sem regras do mundo natural podem ter, nas possibilidades da sociedade humana e nesse sentido esta comprensão que ele nos deixou pode ser considerada uma revolução pelos impactos que provocou na nossa maneira de pensar e de ver o natural. 

Rachel Carson foi uma pessoa que se dedicou à biologia marinha, à zoologia e à ecologia. Dedicou-se em especial às temáticas da preservação ambiental, tendo em 1962 publicado a sua obra de destaque, Silent Spring, onde se fazima um conjunto de advertências sobre o meio ambiente. É um documento que vai dar grande impulso ao movimento ambiental.   
 Formada em Zoologia peloa Pennylvania College for Women e na Johns Hopkins University, foi professora universitária, publicou deiferentes artigos e livros sobre as questões ambientais e dedicou-se muito à investigação como pesquisadora. Under the sea wind (1941) e The sea around us (1951) deramlhe grande notoriedade, onde expôs de uma forma apelativa, do ponto de vista da linguagem, um conjunto de ideias de grande valor científico. 

A sua obra é de grande valor pela percepão de um mundo interligado, mas também porque com ela permitiu que se iniciasse um debate sobre o modo como os pesticidas ou os poluentes químicos podem influnciar as questões de saúde humanas. A sua obra marca um valor de grande significado para a partilha consciente de recursos entre comunidades.