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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Nelson Mandela Day



"Ninguém nasce a odiar outra pessoa por causa cor da pele, da sua origem ou religião. Se as pessoas aprendem a odiar, também podem ser ensinadas a amar, porque o amor é mais natural no coração humano do que o sentimento oposto.  (...) Ser livre não é apenas tirar as correntes de alguém, mas viver de forma a respeitar e ampliar a liberdade dos outros." 

Nelson Mandela faria hoje noventa e seis anos. O dia Nelson Mandela é uma atribuição das Nações Unidas por um homem que foi Nobel da Paz, e que representa a luta abnegada e corjaosa de um homem que desafiou e venceu um sistema racial, o apartheid. Nascido a dezoito de Julho de 1918, formado em advocacia, líder rebelde, ex-presidente da àfrica do Sul, foi um dos mais importantes líderes do século XX.

Dedicou a sua vida a um ideal humanitário, de luta pela liberdade, pela justiça e pela democracia, dando-lhe uma substância que poucas vezes reconhecemos nas vozes que ocupam o espaço público. Defendeu uma luta pela construção das ferramentas que permitem um crecimento humano e social, a educação, o espírito de vencer as armas da ignorância para um mundo melhor. 

A liberdade como ideia de vivência com os outros, capaz de fazer aumentar as possibilidades de cada um, acima das categorias formais, a dedicação e implicação de cada um na vida dos outros foram algumas das suas mais importantes lições que deixou a um mundo indiferente à vida de milhões.

 O seu exemplo podria ser transformador se soubessemos das substância às palavras de que a educação é uma poderosa arma de transformação social, mesmo em tempo dominado por tucanos de negócios de ocasião. Precisamos aprender com o  seu exemplo e ter a consciência de que a ca vez que caímos, podemos, devemos tentar sempre levantarmos por um ideal de ética que o horizonte dos dias vai desconhecendo. Num tempo de ruído, saberemos todos compreender o valor do seu amor pela Humanidade, o significado que cada um pode ter nos outros?

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

"Libertas, Felicitas, Humanitas"


"Apesar das ruínas e da morte,
Onde sempre acabou cada ilusão,
A força dos meus sonhos é tão forte,
Que de tudo renasce a exaltação
E nunca as minhas mãos ficam vazias."


Sophia, Apesar das ruínas e da morte, "I", in Poesia

A sua vida preencheu o que o Imperador Adriano disse nos longínquos anos do século I, "as intermitentes formas de eternidade" que buscamos entre homens que compreendem com formas novas as pedras caídas das estátuas e das cidades que adormeceram. Os homens que percebem o valor e o significado dessa imensa forma de beleza e de dádiva que é "Libertas, Felicitas, Humanitas". 

Sendo a sua vida um exemplo maior, muitos escreverão a evidência da sua entrega, a luta por um ideal, a infinita capacidade de se conduzir nesta respiração que ambiciona outorgar em cada um o seu infinito valor humano. É verdade que há muito se temia, a sua perda material, mas ele é já há algum tempo um património de memória, de inspiração e de dignificação do que cada homem pode ser.

Num tempo de ruído, saberemos todos compreender o valor do seu amor pela Humanidade, o significado que cada um pode ter nos outros? Mandiba confirma-nos que todo o impossível se pode alimentar da esforço e de luta e que mesmo os que marcham com o poder, os que recusam o papel da memória e da identidade cultural, também podem e devem ser combatidos em nome de uma decência e dignidade humanas. 

A ideia maior que Yourcenar consagrou na voz de Adriano, "Toda a miséria, toda a brutalidade deviam ser interditas como insultos ao belo corpo da humanidade. Toda a iniquidade era uma nota falsa a evitar na harmonia das esferas. (...) Toda a felicidade é uma obra-prima: o menor erro falseia-a, a menor hesitação altera-a. A menor deselegância desfeia-a, a menor estupidez embrutece-a". Acreditemos, pois que os impossíveis são-no apenas enquanto não lhe dedicámos a nossa entrega em comunhão com os outros.